Como fazer a Gestão Integrada de Territórios?

Como fazer a Gestão Integrada de Territórios?

Para alcançar a gestão integrada do território é preciso entender e conhecer as motivações humanas. A ação humana começa pela defesa das suas necessidades e de seus interesses e a gestão integrada deve identificar interesses comuns. É preciso entender o território, o ambiente, a história, a as dinâmicas sociais, as próprias necessidades, o nível de educação e conhecimento, as percepções e a cultura. Nada que um bom diagnóstico socioeconômico não ofereça.

Mas o desafio é construir um bom prognóstico para chegar a um bom nível de gestão integrada de território ou a um bom nível de desenvolvimento conjunto do território. Para isso é preciso entender o componente mais importante: os humanos.

Cinco dimensões ajudam a entender as motivações básicas das ações humanas ou o que leva uma pessoa a agir e qual possível orientação desta ação:

  1. A motivação pelo Território, começando pela pirâmide das necessidades básicas (fisiológicas, de segurança e moradia) e do seu espaço de domínio ou da sua propriedade e a necessidade de ser respeitado – essa é a base da motivação pelo território;
  2. Ideologia – religião, dogmas, sectarismo, discriminação e outras tantas coisas;
  3. Vantagem – obter para si ou conquistar para outros ou ainda buscar para todos;
  4. Emoção – existem mais de 160 tipos de emoção catalogadas pelos pesquisadores, que vão do ódio, indiferença, à paixão e amor. As pessoas agem por emoção (fator principal ou secundário);
  5. Cultura – concha que abriga as quatro causas da motivação humana e nada mais é que “gente + história”.

Essas são as bases para a construção do prognóstico de entendimento do território que se quer gerenciar integradamente. Aplicando esses conceitos e identificando em quais dimensões estão as pessoas, a Integratio desenvolveu ferramentas e gráficos representativos em seus trabalhos que ajudam a entender as motivações primárias e secundárias, forças para indivíduos, grupos e redes de relacionamento para direcionar formas de aproximação, de relacionamento e diálogos com entendimento mútuo para a construção de um futuro melhor.

A Integratio trabalha para buscar viabilizar socialmente empresas e projetos industriais e as empresas que pretendem ou têm que buscar a licença social para poder operar. E o entendimento entre a sociedade e empresa é o melhor caminho. Alguns indicadores são necessários para classificar neste contexto o que é entendido como licença social: licença revogada, nível de tolerância mínima, nível de apoio ou de identificação total com o empreendimento, aplicação de matrizes, sistema de gestão, medição de riscos e impactos, entre outros.

Onde isso funciona? O Mapa de Conflitos é bastante extenso no mundo. E onde não funciona? No setor de mineração há bons exemplos: Em El Salvador, toda a atividade de mineração de metálicos foi banida; na Colômbia, 98,5% dos cidadãos votaram não para a exploração de hidrocarbonetos. Mais de US$ 11 bilhões de investimentos deixaram de acontecer no Peru por conflitos sociais. Mesmo no Brasil, há vários casos.

Mas também existem iniciativas positivas como a RedEAmerica no âmbito da Ámerica Latina, do Grupo de Diálogo Lationamericano, e de diversas empresas (como Largo Resources, AngloGold Ashanti, Trek Mining, Luna Gold, Renova Energia, Companhia Siderúrgica do Pecém, Mineração Rio do Norte, com o projeto Territórios Sustentáveis, entre outras).

Concluindo, ninguém é dono da verdade, a começar pelas empresas. Para chegar à gestão integrada do território, é necessário construir uma verdade coletiva, com compreensão mútua, trocar experiências e avançar no diálogo e no conhecimento sobre a motivação humana, um bom caminho para chegar a compreensão. Muitas empresas param no diagnóstico, a Integratio atua desde a definição de escopo e elaboração destes até o aconselhamento, implementação e operacionalização das soluções ou programas propostos para atuar sobre os prognósticos e resultados pretendidos.